
Menina navegando na internet. Cyberbullying: como proteger nossas crianças? Foto/Reprodução: Freepik.
A internet faz parte do dia a dia das crianças como nunca antes. Elas estudam, jogam, se comunicam e descobrem o mundo por meio das telas. No entanto, ao mesmo tempo em que oferece vantagens, o ambiente digital também pode abrir espaço para riscos — e o cyberbullying é um dos principais deles.
Diferente do bullying presencial, o cyberbullying acontece pela internet, através de mensagens, redes sociais, jogos online, vídeos ou fotos. Por isso, seus efeitos podem ser ainda mais agressivos, já que o conteúdo negativo pode circular rapidamente, atingir muitas pessoas e permanecer disponível por muito tempo.
O que é cyberbullying?
Cyberbullying é qualquer agressão realizada no ambiente digital com a intenção de humilhar, ameaçar ou constranger. Além disso, pode envolver a exposição de informações pessoais, comentários ofensivos, boatos e até montagem de imagens com o objetivo de ferir a vítima. A grande diferença é que, no mundo online, a violência pode acontecer a qualquer hora. Consequentemente, a criança pode se sentir sem escapatória e ainda mais vulnerável emocionalmente.
Como identificar que a criança está sofrendo cyberbullying?
Nem sempre a criança fala sobre o problema. Por isso, é fundamental observar mudanças de comportamento. Entre os sinais estão medo ou recusa repentina de usar celular e redes, queda no rendimento escolar, tristeza frequente ou irritabilidade intensa, isolamento social, alterações no sono ou apetite. Esses sinais podem indicar que algo está errado. Quanto antes a família identificar, mais rápido será o apoio e a proteção. No Brasil, por exemplo, estudos apontam que cerca de 13,2% dos adolescentes de 13 a 17 anos já relataram sofrer cyberbullying, sendo que meninas apresentam prevalência maior.
Como proteger nossas crianças?
Proteger as crianças do cyberbullying é uma missão compartilhada entre família e escola. Dessa forma, algumas atitudes simples podem fazer toda a diferença:
Estabeleça diálogo aberto e constante: Converse sobre o que elas fazem na internet, quem seguem e com quem falam. Quando a criança se sente segura para falar, ela pede ajuda com mais facilidade.
Ensine o uso responsável da tecnologia: Explique que a internet é um espaço público. Por isso, tudo o que é publicado pode impactar outras pessoas — positivamente ou negativamente.
Acompanhe o acesso às plataformas digitais: Supervisionar redes sociais, jogos online e listas de contatos ajuda a prevenir situações de risco.
Registre as provas do cyberbullying: Prints, links e datas podem ser essenciais em casos de denúncia.
Denuncie em canais oficiais: Redes sociais, escolas e autoridades podem e devem ser acionadas para interromper a agressão.
O papel da escola na prevenção
A escola é um ambiente essencial na formação social da criança. Por isso, deve promover rodas de conversa, campanhas de conscientização e ações educativas sobre respeito e empatia no mundo digital. No Kidsa, por exemplo, incentivamos a convivência saudável nas interações online e orientamos os alunos sobre segurança digital, colaboração e cuidado com o outro. Dessa forma, eles se tornam mais conscientes e confiantes para navegar na internet.
Cuidar das emoções também é proteção
O cyberbullying fere não apenas a autoestima, mas também o bem-estar emocional. Portanto, acompanhar sentimentos, oferecer apoio e buscar ajuda profissional, se necessário, são atitudes indispensáveis. Crianças que se sentem amadas, seguras e ouvidas tendem a lidar melhor com desafios e são menos vulneráveis a agressões digitais. Estudos brasileiros revelam que vítimas de cyberbullying frequentemente relatam sentimento de que “ninguém se importa com elas”, assim como aumentos em ideias de suicídio e em transtornos de humor.
Conclusão
Em resumo, o cyberbullying é um problema sério e crescente. No entanto, com diálogo, supervisão, educação digital e apoio emocional, é possível proteger nossas crianças e garantir que a internet seja um espaço seguro de aprendizado e diversão. Aqui no Kidsa, trabalhamos para que nossos alunos tenham experiências positivas dentro e fora das telas.
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Referências
SCHREIBER, Fernando Cesar de Castro; ANTUNES, Maria Cristina. Cyberbullying: do virtual ao psicológico. Bol. – Acad. Paul. Psicol., São Paulo , v. 35, n. 88, p. 109-125, jan. 2015 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-711X2015000100008&lng=pt&nrm=iso>.
UNICEF. Cyberbullying: what is it and how to stop it. UNICEF Stories & Explainers, [s.l.], 2024. Disponível em: https://www.unicef.org/stories/how-to-stop-cyberbullying.
UFMG. Estudo revela elevada prevalência de ‘cyberbullying’ entre adolescentes brasileiros. Belo Horizonte: UFMG, 2024. Disponível em: https://ufmg.br/comunicacao/noticias/estudo-revela-elevada-prevalencia-de-cyberbulling-entre-adolescentes-brasileiros.
STOPBULLYING.GOV. Cyberbullying. Washington: U.S. Department of Health and Human Services, 2021. Disponível em: https://www.stopbullying.gov/cyberbullying/what-is-it.