
Aprender inglês envolve muito mais do que memorizar palavras, compreender regras gramaticais e repetir frases. Durante essa jornada, crianças e adolescentes também lidam com expectativas, inseguranças, curiosidade, entusiasmo e frustrações que podem influenciar a maneira como participam das atividades e assimilam novos conhecimentos. Por isso, compreender as emoções no aprendizado de inglês é importante para entender por que alguns estudantes se envolvem com facilidade, enquanto outros demonstram receio ou desmotivação diante dos mesmos desafios.
Além disso, crianças e adolescentes não vivenciam o aprendizado exatamente da mesma maneira. Enquanto as crianças pequenas ainda estão desenvolvendo recursos para identificar e expressar o que sentem, os adolescentes também podem enfrentar preocupações relacionadas à autoestima, à opinião dos colegas e às expectativas sobre o próprio desempenho. Portanto, respeitar as particularidades de cada fase ajuda a construir experiências de aprendizagem mais acolhedoras e significativas.
Neste artigo, você vai entender como as emoções influenciam o aprendizado de inglês, por que a segurança emocional faz diferença e de que maneira a família e os educadores podem apoiar crianças e adolescentes durante esse processo.
O que são as emoções e qual é a relação delas com a aprendizagem?
As emoções são respostas que envolvem aspectos psicológicos e físicos e influenciam a maneira como percebemos situações, reagimos aos acontecimentos e nos relacionamos com o ambiente. Alegria, curiosidade, medo, ansiedade, tristeza e frustração fazem parte da experiência humana. Nenhuma dessas emoções, isoladamente, determina a capacidade de aprender, mas o contexto emocional pode influenciar a forma como o estudante participa de uma atividade e enfrenta suas dificuldades.
Na aprendizagem, emoção e cognição trabalham em conjunto. Isso significa que processos como atenção, memória, tomada de decisões e motivação não acontecem de maneira completamente separada dos sentimentos. Pesquisas na área da psicologia e da educação destacam que a experiência emocional pode interferir tanto na disposição para aprender quanto na maneira como o conhecimento é assimilado e recuperado posteriormente.
Na prática, imagine uma criança que está conhecendo suas primeiras palavras em inglês. Se a atividade desperta curiosidade e ela se sente à vontade para tentar, pode prestar atenção às imagens, ouvir a pronúncia e repetir as palavras com mais disposição. Entretanto, se acredita que será repreendida sempre que errar, poderá concentrar sua atenção no medo de falhar, em vez de se envolver com o conteúdo.
Algo semelhante pode acontecer com um adolescente que compreende uma expressão quando a escuta, mas sente vergonha de utilizá-la em uma conversa. Nesse caso, conhecer o vocabulário não significa que ele se sinta preparado para falar em qualquer situação. A confiança, a percepção que tem das próprias habilidades e o ambiente em que participa também podem influenciar sua disposição para se comunicar.
Por isso, apoiar a aprendizagem exige olhar para além dos acertos e dos erros. É importante considerar como o estudante se sente durante as atividades, quais desafios enfrenta e que condições podem ajudá-lo a continuar aprendendo.
Atenção: quando a preocupação ocupa o espaço do aprendizado
A atenção permite selecionar as informações relevantes em meio a tantos estímulos. Quando o estudante está envolvido com uma atividade, consegue direcionar parte de seus recursos mentais para escutar, observar, compreender e responder. No entanto, quando se preocupa excessivamente com a possibilidade de errar, parte dessa atenção pode se voltar para a própria insegurança.
Imagine um adolescente que precisa responder a uma pergunta em inglês durante uma aula. Enquanto tenta organizar a resposta, ele também pode pensar se os colegas vão rir, se a pronúncia está correta ou se o professor vai perceber alguma dificuldade. Essas preocupações podem tornar a participação mais difícil, mesmo quando ele conhece parte do conteúdo.
Com as crianças, a situação pode aparecer de outra forma. Uma criança que se sente frustrada porque não consegue acompanhar uma brincadeira pode abandonar a atividade, ficar irritada ou evitar participar novamente. Em vez de interpretar imediatamente essa reação como falta de interesse, vale observar se o desafio está adequado ao nível de conhecimento e se ela precisa de mais apoio para compreender o que fazer.
Motivação: o que ajuda o estudante a continuar?
A motivação influencia a disposição para começar uma atividade, persistir diante de dificuldades e retomar um conteúdo depois de um erro. Quando a criança percebe que está progredindo, mesmo que aos poucos, pode sentir mais vontade de continuar. Da mesma forma, quando o adolescente encontra uma conexão entre o inglês e seus próprios interesses, o idioma pode ganhar mais sentido em sua rotina.
Por outro lado, quando o aprendizado é apresentado apenas como uma obrigação ou uma sequência de cobranças, o estudante pode passar a associá-lo à pressão. Isso não significa que toda atividade precise ser divertida o tempo inteiro, mas indica que objetivos claros, desafios possíveis e reconhecimento do progresso podem contribuir para uma relação mais positiva com os estudos.
Assim, em vez de valorizar somente os resultados finais, vale reconhecer o esforço, a participação e as estratégias utilizadas para resolver um problema. Essa postura mostra à criança e ao adolescente que aprender é um processo gradual, no qual as dificuldades podem fazer parte do desenvolvimento.
Como a família pode apoiar as emoções durante o aprendizado de inglês?
A família tem um papel importante na maneira como crianças e adolescentes percebem a aprendizagem. As conversas em casa, as expectativas dos responsáveis e a forma como o progresso é reconhecido podem influenciar a relação que o estudante constrói com os estudos.
Isso não significa que os pais precisem dominar o inglês ou saber como resolver todas as dificuldades. Muitas vezes, oferecer apoio envolve escutar, demonstrar interesse e ajudar o estudante a compreender que aprender leva tempo. Quando a criança ou o adolescente relata uma experiência difícil, por exemplo, vale ouvir o que aconteceu antes de oferecer uma solução imediata.
Outra atitude importante é reconhecer avanços concretos. Em vez de perguntar somente se o estudante tirou uma boa nota ou acertou todas as respostas, os responsáveis podem demonstrar interesse por uma palavra nova, uma atividade de que ele gostou ou uma dificuldade que conseguiu superar. Esse tipo de conversa amplia o foco para além do resultado final e valoriza o processo de aprendizagem.
Quando as dificuldades emocionais merecem mais atenção?
É normal que crianças e adolescentes sintam insegurança diante de uma atividade nova, fiquem frustrados depois de um erro ou demonstrem menos interesse em determinados momentos. Essas reações fazem parte de diferentes experiências de aprendizagem e não significam, necessariamente, que exista um problema emocional.
Entretanto, quando o sofrimento se torna frequente ou começa a interferir de maneira persistente na rotina, vale observar a situação com mais cuidado. Recusar constantemente atividades de que antes gostava, demonstrar medo intenso de participar, apresentar mudanças importantes de comportamento ou sentir sofrimento recorrente relacionado aos estudos são exemplos de sinais que merecem atenção, especialmente quando aparecem em diferentes contextos.
Nesses casos, a primeira atitude pode ser conversar com o estudante de maneira respeitosa, sem julgamentos ou acusações. A família também pode dialogar com a escola para compreender o que acontece durante as atividades e identificar possíveis fatores que estejam contribuindo para a dificuldade. Se o sofrimento persistir ou afetar significativamente o bem-estar e a rotina, buscar orientação de um profissional qualificado pode ser apropriado.
É importante não atribuir automaticamente essas situações à falta de vontade, à preguiça ou à dificuldade com o inglês. As causas podem ser variadas, e compreender o contexto é essencial para decidir quais medidas fazem sentido. O objetivo deve ser apoiar o estudante, e não pressioná-lo a esconder o que sente para continuar apresentando resultados.
Como tornar o aprendizado de inglês mais acolhedor para crianças e adolescentes?
Não existe uma única estratégia que funcione da mesma maneira para todos os estudantes. Ainda assim, algumas atitudes podem contribuir para que o inglês seja apresentado de forma mais acessível, respeitosa e envolvente.
Comece com desafios possíveis. Uma atividade muito acima do nível atual pode provocar frustração, enquanto uma tarefa sem nenhum desafio pode diminuir o interesse. Ajustar a dificuldade permite que o estudante experimente o progresso e avance gradualmente.
Ofereça diferentes formas de participação. Algumas crianças aprendem melhor quando podem movimentar-se, observar imagens ou interagir com objetos. Alguns adolescentes preferem conversar sobre assuntos de interesse, preparar respostas ou resolver desafios com outras pessoas. Variar as propostas amplia as possibilidades de envolvimento sem presumir que todos aprendem da mesma maneira.
Trate os erros como parte do processo. Corrigir é importante, mas a forma da correção também merece atenção. Explique o que pode ser melhorado e, sempre que possível, ofereça uma nova oportunidade para o estudante tentar novamente.
Reconheça o esforço e as conquistas. Valorizar uma tentativa, uma dúvida bem formulada ou uma palavra que o estudante conseguiu utilizar ajuda a mostrar que o progresso acontece em etapas. O reconhecimento deve ser sincero e específico, sem transformar toda atividade em uma busca por elogios.
Respeite os momentos de cansaço e frustração. Se o estudante estiver muito irritado ou desmotivado, pode ser útil fazer uma pausa, conversar e retomar a atividade em outro momento. Insistir sem compreender o que está dificultando a participação nem sempre produz o resultado esperado.
Mantenha o diálogo aberto. Perguntar o que a criança achou da aula ou como o adolescente se sentiu durante uma atividade pode revelar dificuldades que não aparecem em uma nota. Essas conversas ajudam a família e os educadores a compreender quais ajustes podem tornar a experiência mais proveitosa.
Essas atitudes não garantem que todas as aulas serão fáceis ou que o estudante estará sempre motivado. Elas ajudam, porém, a construir condições para que crianças e adolescentes enfrentem os desafios com apoio, compreendam seus progressos e encontrem motivos para continuar aprendendo.
Como o Kidsa pode fazer parte dessa jornada?
No Kidsa, crianças e adolescentes de 5 a 17 anos têm acesso a aulas ao vivo e experiências interativas que aproximam o inglês de diferentes interesses e formas de participação. A proposta inclui oportunidades para escutar, praticar e utilizar o idioma em atividades variadas, respeitando a importância de tornar a aprendizagem relevante para cada etapa.
Mais do que buscar resultados imediatos, vale construir uma jornada em que o estudante tenha oportunidades de desenvolver suas habilidades, reconhecer os próprios avanços e continuar aprendendo. Afinal, a confiança não surge de uma única aula: ela pode ser fortalecida ao longo do tempo, com prática, orientação e experiências significativas.
Quer conhecer uma proposta de inglês que acompanha crianças e adolescentes em diferentes etapas da aprendizagem? Conheça o Kidsa e descubra como as aulas ao vivo e as experiências interativas podem fazer parte dessa jornada!
Referências:
BARROS, Atila. Impacto das emoções na aprendizagem: como o estado emocional do aluno influencia a capacidade de aprender e reter informações. Revista Tópicos, 7 fev. 2025. Disponível em: https://revistatopicos.com.br/artigos/impacto-das-emocoes-na-aprendizagem-como-o-estado-emocional-do-aluno-influencia-a-capacidade-de-aprender-e-reter-informacoes.
CELLERA FARMA. As emoções influenciam no foco, aprendizagem e memória? Cellera Farma, 3 dez. 2024. Disponível em: https://cellerafarma.com.br/minha-saude/como-emocoes-influenciam-foco-aprendizagem-e-memoria/.
MACHADO, Michelly da Silva Oliveira. Pesquisa revela impactos das emoções na aprendizagem. Ciência UFLA, 9 abr. 2024. Disponível em: https://ciencia.ufla.br/reportagens/educacao/989-pesquisa-revela-impactos-das-emocoes-na-aprendizagem.
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FONSECA, Vitor da. Importância das emoções na aprendizagem: uma abordagem neuropsicopedagógica. Revista Psicopedagogia, São Paulo, v. 33, n. 102, 2016. Disponível em: https://pepsic.scielo.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84862016000300014